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"Mulheres na Produção Audiovisual" foi o tema que reuniu uma diversidade de mulheres envolvidas com o meio em questão. Sentadas à mesa de debates estavam Regina Brizio, ex-aluna do curso de audiovisual da CUFA, e Renata Magalhães, produtora cinematográfica com grande bagagem na área por Jana Guinon, coordenadora da ONG Estimativa, que atua junto a mulheres negras pela valorização das mesmas, usando o audiovisual como ferramenta de atuação. Renata Magalhães falou muito acerca do preconceito que sofria quando começou no meio cinematográfico, época em que mulher não tinha vez, quando o preconceito contra a suposta fragilidade fÃsica era notório. O Cinema Novo também nasceu de uma revolução tecnológica e permitiu que o cinema saÃsse dos estúdios e com uma equipe bem mais enxuta. A revolução audiovisual que vivemos hoje, na qual se inclui o movimento de filmes de favela também é oriunda de uma renovação tecnológica, que possibilita produzir mais com muito menos. Isso gerou a forte inclusão das mulheres no meio cinematográfico. “Reparem, temos duas câmeras cobrindo o debate e as duas são mulheresâ€. Ao ser abordada sobre a participação de jovens de favelas do Rio de Janeiro no novo projeto de Cacá Diegues, produzido pro Renata, ela foi taxativa: “Já trabalhamos com outros jovens há muito tempo, porém no Cinco Vezes Favela eles praticamente assumem o projeto. São 80 jovens de favelas diversas atuando como protagonistas do projeto. Mas não é porque são de favela que eu não vou puxar a orelha quando necessário, afinal, temos uma relação profissional acima de qualquer coisa.†Regina Brizio, hoje estudando na escola Darcy Ribeiro como bolsista da Cufa, falou acerca do que a instituição agregou ao seu conhecimento e formação. Ele também comparou o conteúdo programático do curso realizado com o curso atual: "o curso da Cufa não deixa nada a dever para nenhum outro", declarou, para a alegria dos muitos alunos presentes na platéia, agora mais incentivados ainda. Jana, sempre reforçando a identidade da mulher negra como tônica do seu trabalho, defendeu o cabelo black sem condenar o liso proporcionado pelas chapinhas e escovas milagrosas. Isto é, devemos acreditar e apostar na beleza negra, não só no vÃdeo, mas também na vida. O sistema oprime e dita o que é bom e ruim, feio e bonito portanto muitas vezes temos que sucumbir a ele para não perder oportunidades. “só não aceito o liso se ele for imposto, se for obrigatório, se a mulher depender dele para se sentir bonitaâ€, complementou Jana. ConcluÃmos ao fim dessa mesa que as mulheres nela presentes, apesar da origens, idades e formações diferentes, passaram e passam por preconceito no ambiente de trabalho e estudo, mas que nada disso é problema quando se insiste e se acredita no que faz. É possÃvel ser forte e driblar os preconceitos. Porque eles estão aÃ, ninguém pode negar. |
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